Apenas uma ponte rosa, do rio Tenryugawa,separava Iwata(cidade onde fiquei por 3 meses)
de Hamamatsu...
Lembro me de quando fui para Takahama na casa do meu irmão, era aniversário da Tchula minha sobrinha.Fazia menos de 3 meses que eu havia chegado no Japão, estava ainda perdida num país onde eu não conhecia nada , não falava e nem entendia o nihongo(língua japonesa).
Para ir foi fácil (meu irmão veio me buscar, junto vieram minha cunhada e meus sobrinhos)
Passei dois dias maravilhosos com eles.
Já era noite quando peguei o trem para voltar, ia descer em Hamamatsu dali pegaria um onibus para Iwata onde eu morava.
Até a estação de Hamamatsu foi fácil.
Chegando na estação, teria que pegar um onibus ...E agora ? Qual ? (ah lembrei, meu sobrinho havia me falado o número do bus que eu teria que pegar) Era o Número XX
o jeito é procurar, ainda bem que número é universal (já imaginaram se fossem um monte de rabiscos?)
Achei o ponto, espera ... espera ... enfim chegou , e lá fui eu!
Chovia muito, mas muito mesmo. Ah a ponte cor de rosa!!!! Estamos passando por ela, sinal de que estávamos chegando!
E estávamos chegando mesmo, ao final da linha, ao ponto final, ao útimo ponto!!!
Passando a ponte o onibus pára, o pessoal todo desce, e eu sem saber continuei sentada ...achei estranho é claro... pensei , nossa ninguém vai pra Iwata?
O motorista gentilmente (acho que foi gentilmente) me falou algo que eu não entendi, mas consegui captar,(imaginar) que era para eu descer...pq o onibus não ia continuar...
E agora? já passava das 23:00 hrs, uma chuva que não se enxergava um palmo a frente, comecei a andar embaixo naquela enorme tempestade hora ou outra passava um carro em cima das poças d'águas e vinha a água em cima de mim , mas mais molhada do que eu estava impossível (mas confesso que eu ficava P da vida).
Eu não sabia se continua a andar ou chorava, chorava muito, por medo e por raiva daquela situação em que eu me encontrava. As ruas totalmente escuras, a chuva forte, e o pior eu não sabia o caminho que eu devia seguir...
Caminhei até avistar um posto de gasolina, reconheci o lugar, ao menos já sabia onde eu estava.
Foram duas longas horas de caminhada até eu chegar ao apato (apartamento).
Tomei um banho quente, dormi , e as 7:00 hrs estava eu esperando a van me buscar para ir trabalhar.
Esta é apenas uma de muitas histórias que vivi no país do sol nascente, umas de total felicidade, e outras como esta .

Como disse certa vez uma dekassegui: (não me lembro do nome dela)
Fica aqui minha proposta, aprender com a cultura japonesa o que há de mais belo e profundo no ser humano em sua extensão, nessa particular visão da vida, que aborda os valores e os princípios, a beleza e o sentido. Se há algo que absorvi com a experiência de arubaito no Japão foi o kenson, uma das virtudes do Bushido, o código de conduta dos samurais. Kenson é a humildade para aprender com as lições da vida, para ver que há sempre algo além.
Fica aqui minha proposta, aprender com a cultura japonesa o que há de mais belo e profundo no ser humano em sua extensão, nessa particular visão da vida, que aborda os valores e os princípios, a beleza e o sentido. Se há algo que absorvi com a experiência de arubaito no Japão foi o kenson, uma das virtudes do Bushido, o código de conduta dos samurais. Kenson é a humildade para aprender com as lições da vida, para ver que há sempre algo além.
Uma bela história de uma mulher Maravilhosa !
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