sexta-feira, 7 de maio de 2010

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A origem dos hashis...



Os hashis começaram a ser usados no ano de 2.500 anos antes de Cristo. Conta-se que os primeiros foram utilizados como suporte para grelhar carnes sobre a brasa. Para não queimar as mãos e servir a carne, eram usadas as tiras de bambu. Lenda ou fato, o hábito sobrevive até os dias de hoje e se mostra uma das formas mais interessantes de manipulação dos alimentos.
Os hashis são mais higiênicos do que os garfos e colheres e podem ser produzidos com diversos materiais, desde bambu até prata e marfim. Parece que toda a cultura culinária oriental foi de certa forma desenvolvida para ser consumida por estes palitinhos. Os alimentos são cortados em tamanhos que podem ser facilmente segurados, dispensando o uso da faca e do garfo.
Existem algumas regras de etiqueta para segurar os hashi. Uma delas é não ficar balançando os palitos no ar. Também não é de bom tom passar os alimentos de hashi para hashi de outra pessoa. Os palitinhos são delicados e como tal não devem jamais perfurar os alimentos.
Dizem os japoneses que os hashis não fazem parte da tradição de comer sushis e sashimis. Isso é um hábito ocidental. O correto é consumir utilizando-se das mãos.

Curiosidades sobre o uso do Hashi:
(Evite gafes)

- nunca cruze o hashi;

- segure o hashi perto da parte final e não no meio ou no começo;

- nunca pegue a comida na posição vertical e sim pelas laterais;

- quando não estiver usando o hashi ou quando tiver terminado de comer, coloque-o na sua frente, com a ponta virada para esquerda.

- não espete o hashi na comida. É considerada uma gafe (shinda toki). É costume no Japão, espetar o hashi em um pote de arroz e conduzi-lo do velório ao cemitério.

- não passe comida do seu hashi diretamente para o hashi de outra pessoa. Apenas ossos da cremação em funerais são passados dessa maneira.

- é falta de educação escolher comida e apontar pessoas e objetos com o hashi

- não movimente pratos ou tigelas com o hashi.

- o correto é segurar o hashi com a mão direita e usar a esquerda para levantar as tigelas de arroz e de sopa para comer.

- quando houver pratos que serão degustados por todos, terá um talher ou hashi para cada prato, onde você irá utilizá-lo para se servir.

- garfo e faca são usados apenas para pratos ocidentais. Colheres às vezes são utilizadas em pratos japoneses que apresentam uma certa dificuldade de serem consumidos com o hashi, por exemplo, alguns donburi ou kare raisu. A colher chinesa de cerâmica ocasionalmente é usada para sopas.


Modo de usar o hashi:

Trem suspenso...

Como todos sabem, a tecnologia do sistema
ferroviário no Japão é coisa de outro mundo.
Mas um trem que existe aqui é o trem suspenso,
é muito legal, dá impressão que podemos cair
a qualquer minuto, mas ressalto aqui que acidentes
desse tipo no Japão são muito raros de acontecer.



O trem suspenso conhecido como Maglev fica ligeiramente suspenso da via pela ação de magnetos, o que elimina a redução da velocidade causada pelo atrito com os trilhos.

Assista esse vídeo e veja como é a sensação de andar em um Maglev.
Fonte: Japãoemfoco.com

Nakagin Capsule Tower – Edificio que parece um Lego gigante

Nakagin Capsule Tower


...uma das melhores invenções feitas pelos japoneses, na minha opinião foram os Hotéis Capsulas.
E o mesmo inventor do Hotel Capsula, tambem é responsavel por esta obra fantástica que é o Nakagin Capsule Tower, situada na região de Ginza e Shimbashi.

Kisho Kurokawa a projetou em 1972, após esta primeira construção, foram construídas outras, todas elas com quartos pequenos que possuem um comodo e um banheiro, podendo ser quarto e banheiro, ou um escritório com banheiro.
As peças são pequenas propositalmente, para dar mais visibilidade aos detalhes do projeto, podendo também ser conectadas uma a outra de maneiras diferentes para aumentar ou diferenciar espaço, caso seja necessário.


Cada peça, ou módulo como é chamado, é preso a um dos dois eixos principais com apenas quatro parafusos de alta tensão e de modo a permitirem facilmente a subtituição ou alteração de cada unidade.
Na construção do prédio as cápsulas foram fabricadas separadamente e depois acopladas uma a uma às torres do edifício. A ideia foi criar uma espécie de Lego em tamanho real, onde as pessoas poderiam mudar a disposição dos módulos e criar ambientes diferentes.


Sobre Kisho Kurokawa:
Kurokawa foi um líder no movimento da arquitetura metabolismo da década de 1960, que teve como objetivo mesclar elementos de
humanismo com estruturas adaptáveis e flexíveis. A torre da cápsula é um dos principais exemplos deste movimento.
Kisho Kurokawa faleceu em 2007,de insuficiência cardíaca aos 73 anos.





Ser...Gueixa!


O termo ¨gueixa¨ ainda traz muita confusão para a maioria das pessoas, então aqui posto um texto afim de exclarecer alguns aspectos sobre as gueixas, que são um ícone importantissímo na cultura japonesa.

É quase impossível deixar de associar a imagem das gueixas, com aquelas mulheres maquiadas de branco e vestidas em trajes típicos, com o Japão. A palavra “gueixa” significa “pessoa que vive das artes”. Essas mulheres estudam a tradição milenar japonesa e utilizam elementos artísticos para entreter seus convidados.

Para isso, recitam versos, tocam instrumentos musicais, contam histórias, conversam sobre diversos temas, etc. É muito comum, até mesmo dentro do próprio Japão, que as gueixas sejam confundidas com prostitutas de luxo, o que não é verdade. O trabalho dessas mulheres não compreende o sexo, uma vez que as mesmas são artistas.

A maior parte dos clientes de uma gueixa são homens mais velhos e que possuem grande admiração pela cultura japonesa. As gueixas transmitem a idéia de uma mulher perfeita, fazendo com que seus clientes se sintam valorizados e atraentes. Entretanto, ser cliente de uma dessas artistas é um privilégio apenas para indivíduos da elite: grandes empresários, políticos, famosos, etc.

Para se tornar uma gueixa, a mulher precisa passar por um extensivo treinamento iniciado por volta dos 13 a 15 anos de idade. Nas épocas de recessão econômica, muitos pais vendiam suas filhas para as casas de gueixas (chamadas de okiya). Hoje em dia, as jovens escolhem se querem seguir esse caminho da mesma forma que optam por uma profissão.

Embora esses artistas sejam importantes para manter viva a tradição e a cultura japonesa, o número de gueixas diminuiu grandemente ao longo dos anos: no início do século passado havia cerca de 80 mil gueixas no Japão, hoje estima-se que existam apenas 2 mil.

Fonte Tiago Dantas